quarta-feira, 30 de novembro de 2011

IMIP promove neste sábado evento de dislexia
Diagnósticos precoces, métodos para aprendizagem e estratégias de tratamento são alguns dos temas abordados na I Jornada de Dislexia do IMIP, que será realizada neste sábado (03), a partir das 08 horas, no Espaço Ciência e Cultura. Caracterizada por um distúrbio de aprendizagem na infância, a dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

Por conta da dificuldade na leitura, escrita e soletração, a dislexia é um dos principais fatores de bullyng infantil, resultando muitas vezes em sérios problemas psicológicos na criança. O evento, inédito no Recife, tem o apoio da Associação Brasileira de Dislexia e contará com a presença de profissionais renomados da área de todo o país.

Muitas vezes confundida com déficit de atenção, problemas psicológicos, ou até mesmo preguiça, esse transtorno assinala a dificuldade do indivíduo em decodificar símbolos, ler, escrever, soletrar, compreender um texto, reconhecer fonemas, exercer tarefas relacionadas à coordenação motora. Além disso, a pessoa com dislexia costuma trocar, inverter, omitir ou acrescentar letras e/ou palavras ao escrever.

Não se tem dados de que a dislexia seja motivo de evasão escolar, mas o assunto ainda é pouco tratado no Brasil com o devido cuidado que deveria.Quanto mais rápida for a identificação do disléxico na raiz de sua vida escolar, maiores as chances de trabalhar esta dificuldade no aprendizado. O diagnóstico consiste na análise do paciente, geralmente por equipe multidisciplinar formada por psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, etc.

O tratamento embora não tenha cura, auxilia o paciente quanto às suas limitações, permitindo uma melhora progressiva e evitando, assim, que sofra problemas sérios relacionados à autoestima e socialização. Fonoaudiólogos, estudantes, psicólogos, pedagogos, profissionais de saúde e público em geral podem participar da Jornada. A inscrição pode ser feita no local e custa R$ 50,00. Mais informações podem ser obtidas pelo 2122.4715.

SES convoca 39 médicos para os hospitais da RMR

Nomeação, assinada pelo governador Eduardo Campos, foi publicado nesta quarta (30/11) no DO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está convocando 39 médicos aprovados no concurso público de 2009 para os hospitais da rede estadual de saúde, localizados na Região Metropolitana do Recife (RMR). O ato de nomeação foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (30/11), assinado pelo governador Eduardo Campos.
Os profissionais são de oito especialidades, entre anestesiologia (01), clínica médica (06), pediatria (10), infectologia (01), cirurgia vascular (04), neurologia (02), tocoginecologia (09) e cardiologia (06). Os médicos estão sendo convocados conforme a listagem dos candidatos aprovados e chamados por ordem de classificação. Eles serão distribuídos entre os grandes hospitais da Região Metropolitana do Recife.
Nos próximos dias, os convocados receberão um telegrama em casa informando o dia em que devem comparecer à sede da SES, no Bongi, para tomar posse. Mais informações, pelo telefone: (81) 3184.0018.
Desde 2009, quando foi realizado o concurso, 1.121 médicos foram lotados na rede estadual de saúde.

SES-PE

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Assistentes sociais do HDM orientam mulheres a respeito de violência

Assistentes sociais do HDM orientam mulheres a respeito de violência

Durante o dia Internacional pela Não Violência Contra a Mulher, na última sexta-feira (25), pacientes internadas em diversos setores do Hospital Dom Malan receberam orientação de profissionais do setor de serviço social do hospital quanto aos ciclos da violência.
Cartilhas educativas foram distribuídas contendo orientações de como identificar o início do ciclo de violência que envolve tanto mulheres quanto adolescentes e crianças. “A violência começa com uma ameaça, depois surgem outras formas de agressão, como a destruição de documentos, abandono material, atentado violento ao pudor, estupro, calúnia, lesão corporal e até o homicídio. Por isso é importante que a mulher aprenda a identificar quando esse ciclo está se iniciando e saiba como agir e a quem recorrer nessas situações”, explicou a assistente social Ana Karina Nunes Amorim.
 Para quem participou das abordagens, a orientação sobre as muitas formas de violência foi importante. “Nós mulheres precisamos ter conhecimento de como a violência se inicia. É importante entender esse ciclo”, relatou a dona de casa Simone Magalhães.

http://www1.imip.org.br/cms/opencms/imip/pt/imprensa/noticias/1597.html

Apevisa fecha depósito clandestino de medicamentos

Na casa foram apreendidas, além dos medicamentos, bulas e embalagens virgens

Uma operação conjunta entre a Delegacia de Combate à Pirataria e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) interditou, na manhã desta terça-feira (29/11), um depósito clandestino de medicamentos, que funcionava em uma residência localizada na Rua 11 de fevereiro, no bairro dos Torrões. No local, foi encontrada uma grande quantidade de medicamentos sem registro, assim como produtos falsificados e fora de validade. Embalagens virgens e bulas de remédios também foram apreendidas.
Entre os medicamentos, a Apevisa encontrou várias caixas de Varicel (para varizes), Cialis (para disfunção erétil) e Citotec, medicamento abortivo, proibido em todo o País. “Agora, temos que investigar a origem desses medicamentos. As embalagens e bulas nos levam a crer que os medicamentos eram falsificados aqui mesmo. Outros medicamentos parecem regulares, o que dá a entender que pode estar havendo desvio de carga”, afirma o gerente da Apevisa, Jaime Brito.
A polícia chegou à residência após mais de seis meses de uma investigação, que foi deflagrada por denúncias feitas à Apevisa. No local, estava apenas o dono da residência que alugava a casa. Ele foi encaminhado para prestar esclarecimentos na delegacia. O dono dos produtos continua sendo procurado pela polícia.


FONTE: SES-PE

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Veja lista dos estados com maior incidência de Aids em 2010

RS foi estado com mais casos; 27,7 pessoas a cada 100 mil habitantes.
Maranhão registrou o menor número; 5,8 a cada 100 mil habitantes.

Estados com maior incidência de Aids
Unidade da FederaçãoNúmero de casos a cada 100 mil habitantes
Rio Grande do Sul27,7
Roraima26
Santa Catarina23,5
Amazonas18,7
Paraná15,7
Amapá15,4
Rio de Janeiro14,4
Espírito Santo13, 9
Mato Grosso do Sul13
São Paulo12,5
Pernambuco12,3
Distrito Federal11,9
Rondônia11,2
Mato Grosso11,2
Paraíba8,3
Alagoas8,2
Ceará8,1
Tocantins7,9
Minas Gerais7,8
Bahia7,5
Rio Grande do Norte7,4
Goiás11,1
Sergipe10,8
Pará9,9
Piauí9,1
Acre7
Maranhão5,8
O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de Aids no país, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde - veja lista de estados no quadro ao lado.
A taxa de incidência de casos da doença é de 27,7 para cada 100 mil habitantes. O segundo estado que, porporcionalmente a sua população, tem mais registros é Roraima, com 26 casos por 100 mil habitantes.
Em terceiro lugar no ranking está Santa Catarina, com índice de 23,5 por 100 mil, seguido por Amazonas (18,7) e Paraná (15,7).
Na outra ponta da lista, está o Maranhão, com 5,8 casos para cada 100 mil habitantes. Os municípios da região Sul dominam a lista das 14 cidades com mais de 50 mil habitantes que, proporcionalmente, possuem mais casos de Aids.
Em primeiro na lista, está Porto Alegre, com taxa de incidência de 99,8 casos por 100 mil habitantes.
Também localizado no Rio Grande do Sul, Alvorada é a segunda cidade com mais registros de Aids, 81,8 por 100 mil habitantes. Em terceiro no ranking está Balneário de Camboriú (SC), seguido por Uruguaiana (RS) e Sapucaia do Sul (RS).
Regiões
O Sul tem, proporcionalmente, a maior incidência da doença quando comparado às demais regiões do país, apresentando, em 2010, indíce de 28,8 casos por 100 mil habitantes.
Em segundo na lista, está o Norte (20,6), seguido por Sudeste (17,6), Centro Oeste (15,7) e Nordeste (12,6).
Os casos de óbito também são mais numerosos no Sul, onde o coeficiente registrado em 2010 foi de 9 mortos pela doença para cada 100 mil habitantes. O Norte aparece em segundo em mortalidade (6,5 para cada 100 mil).
A região com menos mortos por Aids é o Nordeste. Segundo o Ministério da Saúde, os dados de mortalidade no Sul revelam que a doença tem sido diagnosticada tardiamente na região.
Redução de casos
Os novos casos de Aids e óbitos pela doença sofreram pequena queda em 2010, quando comparados a 2009, segundo dados divulgados nesta segunda pelo Ministério da Saúde.
Foram registrados no país 34,2 mil novos casos de Aids no ano passado, contra 35,9 mil em 2009. De 1980 a junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas no país. A taxa de incidência da doença passou de 18,8 por 100 mil habitantes em 2009 para 17,9 em 2010.
saiba mais
No ano passado, 11,9 mil pessoas morreram em decorrência da Aids, enquanto em 2009 foram registradas 12 mil mortes. Apesar da leve redução, o coeficiente de mortalidade se manteve igual - 6,3 por 100 mil habitantes.
“Estamos vendo uma tendência de diminuição do número de casos ao longo dos anos, as pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

FONTE: G1

Trabalhar à noite favorece o ganho de peso, segundo estudo




Quem trabalha à noite fica predisposto a engordar. Isso porque, de acordo com um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça mais sinais de saciedade. ?Já havia uma ideia de que pessoas que trabalham à noite comem mais, mas não se sabia se elas sentiam ou não mais fome e o porquê disso?, explica o endocrinologista Bruno Geloneze Neto, e coordenador do estudo.

Para entender a influência do turno noturno sobre o comportamento alimentar, os pesquisadores avaliaram 24 trabalhadoras do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC - Unicamp). Elas foram submetidas a refeições padrão, que consistem na ingestão de 515 calorias, com uma dieta hiperproteica e hiperlipídica. Além disso, todas tinham a mesma faixa de índice de massa corpórea (entre 25 e 35), padrões semelhantes de atividade física e de condições socioeconômicas e culturais. Do total, 12 funcionárias trabalhavam à noite e 12 eram do turno diurno.

Após as refeições as mulheres ficavam por observação durante quatro horas. Segundo Geloneze, ao terminarem de comer, as funcionárias que trabalham à noite não passavam pela queda do hormônio grelina nem pelo aumento da substância xenina - são elas que geram a saciedade no organismo. Por outro lado, esse balanço hormonal costuma ocorrer em qualquer pessoa que leve uma rotina normal. A grelina também reduz o gasto de energia, promove a retenção da gordura e aumenta a produção de glicose no corpo.
 
As informações são do Jornal da Tarde.
 

Técnica de estimulação do cérebro 'reverte' efeitos de Alzheimer

Em dois pacientes, região do cérebro associada à memória foi estimulada com eletricidade e voltou a crescer.

Cientistas canadenses estão trabalhando em uma técnica que talvez possa fazer algo tido como impossível: reverter o Mal de Alzheimer. Até o presente, acreditava-se que o encolhimento do cérebro, a deterioração de suas funções e a perda de memória associados à condição eram irreversíveis.
A equipe da University of Toronto está usando uma técnica conhecida como Estimulação Cerebral Profunda, que envolve a aplicação de eletricidade em certas regiões do cérebro. Em dois pacientes, o processo esperado de deterioração da área do cérebro associada à memória não apenas foi revertido como também voltou a crescer.
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As conclusões do estudo foram anunciadas durante uma conferência da Society for Neuroscience em Washington, nos Estados Unidos, em novembro, mas ainda não foram publicadas.
A Estimulação Cerebral Profunda vem sendo usada em milhares de pacientes com Mal de Parkinson e, mais recentemente, Síndrome de Tourette e depressão. No entanto, não se sabe ainda com precisão como a técnica funciona.
O procedimento é feito sob anestesia local. Um exame de ressonância magnética identifica o alvo dentro do cérebro. A cabeça é mantida em uma posição fixa, uma pequena região do cérebro é exposta e eletrodos são posicionados próximo à região do cérebro a ser estimulada.
Os eletrodos são conectados a uma bateria que é implantada sob a pele perto da clavícula. Comentando o novo estudo, o professor John Stein, da University of Oxford, na Inglaterra, disse: "A maioria das pessoas diria que não sabemos por que isso funciona."
A teoria de Stein é que, no Mal de Parkinson, células do cérebro ficam presas em um padrão de descargas elétricas seguidas por silêncios e, depois, novas descargas.
A estimulação contínua e em alta frequência perturbaria esse ritmo, sugere o especialista. Ele admite, no entanto, que "nem todo mundo aceitaria essa descrição".
Mistério
Sabe-se ainda menos sobre que papel a estimulação do cérebro poderia ter sobre o Mal de Alzheimer.
No Mal de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher. Nela funciona o centro de memória, convertendo memória de curto prazo em memória de longo prazo.
Danos a essa região produzem alguns dos primeiros sintomas do Mal de Alzheimer: perda de memória e desorientação. Nos estágios finais da condição, células morreram ou estão morrendo em todo o cérebro.
O estudo canadense envolveu seis pacientes com a condição. A estimulação foi aplicada ao fórnix, a parte do cérebro que leva mensagens ao hipocampo.
O chefe do estudo, Andres Lozano, disse que o grau esperado de encolhimento do hipocampo em pacientes com Alzheimer é em média 5% ao ano.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento de 5% e, outro, 8%. "Quão importantes são esses 8%? Imensamente importantes. Nunca vimos o hipocampo crescer em (pacientes com) Alzheimer em nenhuma circunstância", disse Lozano à BBC. "Foi uma descoberta incrível para nós."
"Esta é a primeira vez que se demonstra que a estimulação do cérebro em um ser humano faz crescer uma área do seu cérebro"
Em relação aos sintomas, o especialista disse: 'Um dos pacientes está melhor após um ano de estimulação do que quando começou, então seu alzheimer foi revertido, digamos assim'.
Cedo
Lozano disse que experimentos feitos em animais demonstraram que esse tipo de estimulação pode criar mais células nervosas.
Stein disse estar "muito animado" com os primeiros resultados, mas o fator crítico seria poder demonstrar "se suas memórias melhoraram".
Milhares de pacientes com Mal de Parkinson já foram tratados com Estimulação Cerebral Profunda.
A médica Marie Janson, da entidade beneficente britânica Alzheimer's Research UK, disse que seria significativo se o encolhimento do cérebro pudesse ser revertido. "Se você pudesse retardar o começo do Alzheimer por cinco anos, você cortaria pela metade o número de pessoas afetadas."
Para testar se a técnica está realmente funcionando e se assegurar de que o resultado obtido não foi um simples acaso, a equipe canadense vai fazer uma pesquisa maior. "Uma palavra de cautela é apropriada, isto é apenas o princípio e um número muito pequeno de pacientes está envolvido".
Em abril, os pesquisadores pretendem inscrever cerca de 50 pacientes com grau médio de Alzheimer. Todos terão eletrodos implantados, mas apenas metade terá os aparelhos ligados.
A equipe vai comparar os hipocampos dos dois grupos para verificar se existem diferenças. Eles estão estudando especificamente pacientes com graus leves de Alzheimer porque dos seis pacientes estudados, apenas os dois que tinham sintomas leves melhoraram.
Uma teoria que estão considerando é que após um certo grau de danos, pacientes atingem um ponto a partir do qual não existe retorno.

FONTE: G1

Número de novos casos de Aids cai no Brasil em 2010

País registrou 34,2 mil novos casos da doença contra 35,9 mil em 2009.
No ano passado, 11,9 mil pessoas morreram em decorrência da Aids.


Os novos casos de Aids e óbitos pela doença sofreram pequena queda em 2010, quando comparados a 2009, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde.
Foram registrados no país 34,2 mil novos casos de Aids no ano passado, contra 35,9 mil em 2009. De 1980 a junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas no país. A taxa de incidência da doença passou de 18,8 por 100 mil habitantes em 2009 para 17,9 em 2010.

No ano passado, 11,9 mil pessoas morreram em decorrência da Aids, enquanto em 2009 foram registradas 12 mil mortes. Apesar da leve redução, o coeficiente de mortalidade se manteve igual - 6,3 por 100 mil habitantes.
“Estamos vendo uma tendência de diminuição do número de casos ao longo dos anos, as pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

RegiõesO Sudeste concentra a maior incidência da doença, com 343.095 casos (56,4%), seguido pelo Sul, com 123.069 registros (20,2%), Nordeste, com 78.686 (12,9%), Centro Oeste, com 35.1116 (5,8%) e Norte, que registra 28.248 casos- 4,6%. A maior preocupação do governo é com as regiões Sul, Sudeste e Norte, que registraram aumento da taxa de incidência em 2010.

HomensO número de casos de Aids é maior entre os homens quando comparado às mulheres. De 1980 a junho de 2011, foram identificados 397.662 (65,4%) casos da doença no sexo masculino e 210.538 (34,6%) no sexo feminino.
Infográfico Aids 2011 novos casos (Foto: Arte / G1)
Infográfico Aids 2011 óbitos - VALE ESTE (Foto: Arte / G1)
No entanto, essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989, a razão era de seis homens infectados para cada mulher, enquanto em 2010 passou para de seis a cada 1,7. Em 2010, a taxa de incidência entre homens foi de 22,9 casos por 100 mil habitantes e nas mulheres, a taxa foi de 13,2 por 100 mil habitantes.
Por causa do aumento de casos de Aids no sexo feminino, um dos focos da campanha de prevenção do governo federal serão mulheres de 13 a 19 anos. Outro objetivo será prevenir novos casos entre jovens gays.
“Dois dados chamam a atenção e preocupam. Um deles é a presença maior de mulheres infectadas por HIV do que homens na faixa de 13 a 19 anos e aumento importante dos casos entre jovens gays e travestis”, disse o ministro.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os jovens gays de 18 a 24 anos, a prevalência da doença é de 4,3%. Quando comparado com os jovens em geral, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é 13 vezes maior. Na população de 15 a 24 anos, incluindo homens e mulheres, de 1980 a 2011, foram diagnosticados 66.698 infecções pelo vírus da Aids, o que representa 11% dos casos da doença.

CorA incidência do vírus da Aids é praticamente a mesma entre brasileiros brancos e negros. Dos casos registrados em 2010, 49,6% são de brancos, 49,4% de negros, 0,5% de amarelos e 0,4% de indígenas.

EscolaridadeDo total de casos de Aids registrados até junho de 2010, a maior proporção (26,3%) está entre pessoas que têm entre 4 e 7 anos de estudo. Outro foco do governo na campanha de prevenção será orientar as pessoas a fazer o teste de HIV.
"O objetivo do governo é detectar mais precocemente para que o tratamento se inicie logo e a pessoa infectada possa viver mais e melhor", afirmou Padilha.

Dados mundiaisNa semana passada, as Nações Unidas divulgaram que 34 milhões de pessoas no mundo conviviam com o vírus HIV até o fim de 2010. O balanço de soropositivos foi divulgado pela Unaids, braço da organização que mantém estatísticas e iniciativas sobre a doença.
Segundo a agência, o aumento no número de casos se deve à expectativa de vida cada vez maior para as pessoas contaminadas, graças aos avanços nas terapias contra doença.
No ano passado, foram 2,7 milhões de novas infecções pelo HIV e 1,8 milhão de óbitos por conta de complicações ligadas à Aids. O número de mortes ligadas à doença no mundo caiu 21% desde 2005. Novas infecções anuais pelo HIV diminuíram 21% desde 1997. Desde 1995, o acesso a tratamento poupou 2,5 milhões de vidas em todo o mundo.
Na América Latina, os números da epidemia continuam estáveis, com uma média de 100 mil novos casos de infecção a cada ano desde 2001. As mulheres representam um terço das pessoas infectadas até 2010.
O papel do Brasil no combate à doença foi destacado pela ONU, que louvou o país por atender pacientes "mais vulneráveis e marginalizados".

FONTE: G1

É preciso inovar na saúde


Deputado federal

O Senado aprovou na noite de 24 a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - Ebserh, sem nenhuma alteração no texto relatado por nós na Câmara dos Deputados. Antes, relator da Medida Provisória 520, debati com os setores interessados, em visitas aos hospitais e várias audiências públicas, a formatação da empresa que virá por um fim à precariedade na contratação de pessoal. No Brasil, são 26,5 mil servidores trabalhando nos Hospitais Universitários por meio de contratos com as fundações de apoio das universidades, ONGs, Oscipes e até sem contratos. Isto é que é privatização.

Nosso relatório, mantido pelo Senado, preserva a autonomia universitária, ao excluir do texto original a natureza de sociedade anônima, e avança ao criar um controle social exercido pelo Conselho Consultivo da empresa, com representantes do Conselho Nacional de Saúde, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Enfermagem, Ordem dos Advogados do Brasil, além da Andifes e da Fasubra.

Com a criação da Ebserh, o financiamento dos hospitais universitários passa a ser partilhado entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Além dos serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública no âmbito das instituições federais de ensino, a Ebserh prestará serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade dentro dos princípios do SUS.

Pela primeira vez no Brasil, O Ministério da Saúde passa a ser coresponsável pela formação dos profissionais de saúde, com benefícios para a população ao possibilitar a convergência entre a capacitação profissional e as demandas da saúde pública. A criação da Ebserh enseja a oportunidade de propagar-se a excelência de nossas universidades para o setor de gestão hospitalar. Um ganho não só para os hospitais universitários, mas para todos os hospitais públicos que carecem de melhorias administrativas.

Fonte: 
O Povo